VAMOS RECORDAR A NOSSA HISTÓRIA...

  

A Paróquia São Sebastião foi criada no dia 17 de abril de 1925 pelo bispo de Santos/SP Dom José Maria Pereira Lara, então administrador da Diocese de Barra do Piraí/RJ que, na oportunidade, estava vacante.

Sobre o olhar e bênçãos de Nossa Senhora da Piedade, da Capela da Fazenda Cantagalo, a pequena Capela do glorioso Mártir São Sebastião, venerado na Vila de Entre-Rios, onde encontra-se a Rodoviária Roberto Silveira, chamada popularmente de "rodoviária velha", a comunidade católica é elevada à categoria de Paróquia São Sebastião, deixando de pertencer à Paróquia São Pedro e São Paulo, de Paraíba do Sul.

A pequena e antiga Capela de São Sebastião foi construída em 1890 e demolida em 1936. O primeiro pároco, Padre Lourenço Musachio, foi nomeado pelo Monsenhor Alfredo da Silva Bastos, então administrador da recém-criada Diocese de Valença. Ele tomou posse em 18 de julho de 1925. Nossa Diocese de Valença também em júbilo pelos 90 anos de Vida e Testemunho.

Em 05 de julho de 1943 a Paróquia foi confiada à Congregação de Verbo Divino, fundada por Santo Arnaldo Jansen, com o objetivo missionário para os povos pagãos. O bispo, à época, Dom Rodolfo Mercês Penna, amigo da Congregação do Verbo Divino, por intermédio das Irmãs Servas do Espírito Santo, fundada também por Santo Arnaldo, que trabalhavam na terra do bispo, Entre Rios de Minas. Terra natal do saudoso Padre João José Rocha, o Padre Rocha, sepultado em nossa cidade e que trabalhou por muitos anos em nossa Diocese e na Paróquia São José Operário no Triângulo. Anteriormente três outros padres diocesanos trabalharam na Paróquia, Padre Lourenço Musachio, como já foi mencionado, Padre Antônio Rossi e José Custódio Pereira Barroso.

Anteriormente, três outros padres diocesanos trabalharam na Paróquia: Padre Lourenço Musachio, como já foi mencionado, padre Antônio Rossi e Padre José Custódio Pereira Barroso.  Sendo que o último, o Padre Barroso, deu grande impulso à Paróquia tanto no sentido espiritual como no sentido material. Terminou a nova Igreja Matriz iniciada pelo Padre Antônio Rossi em 1930; auxiliado pela Liga Católica Jesus, Maria e José, tendo à frente nesta ocasião o Dr. Manoel Ribeiro Cunha. É importante registrar que o Hino a São Sebastião foi composto e é de autoria do Dr. Manoel Cunha. Foi possível também, além de terminar a construção da Igreja Matriz, edificar um hospital, o Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, que era ansiado pela população. Antes houve uma tentativa das autoridades e empresas no mesmo sentido, mas não lograram êxito.

Logo que concluiu o Hospital, o Padre Barroso, acelerou a conclusão das obras da Igreja Matriz, que recebeu a Sagração Solene no domingo, dia 29 de maio de 1942, por Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Penna. Participaram da cerimônia, além do Padre Barroso, o Monsenhor Salermo, que serviu de mestre do cerimonial e ainda sete Frades do Convento dos Franciscanos de Petrópolis e o Padre Carlos, da Casa da Divina Providência e Diretor do Colégio Paraíba do Sul. E ainda um grupo de seminaristas desse estabelecimento de ensino.

Importante registrar que a Emancipação da Cidade de Três Rios/RJ deu-se em 14 de dezembro de 1938 junto as obras da Igreja Matriz e Hospital, na missão do Padre Barroso. Que muito apoiou os ilustres autonomistas. Nossa cidade presta homenagem a Padre Barroso dando a uma rua o seu nome.

Assumindo a Paróquia bem estruturada foi possível ao primeiro vigário da Congregação do Verbo Divino, Padre José Meyer, também homenageado no bairro do Palmital/Vila Isabel, tendo seu nome em uma rua, dar continuidade ao magnífico trabalho dos párocos anteriores. Sua primeira preocupação foi fundar um colégio genuinamente católico, para meninas. Para esta finalidade, conseguiu que as Irmãs Filhas do Divino Zelo, assumissem a nobre tarefa. O colégio até hoje, Santo Antônio, goza de alto conceito na área de educação. Seu início foi na acanhada casa paroquial, esquina das ruas Gomes Porto e XV de Novembro, cedida pelo Padre Meyer.

Tendo à frente os Vicentinos José kalil e José João Amâncio, foi construído um asilo, Asilo São Vicente de Paulo, para pessoas idosas, com total apoio da Paróquia. Este asilo continua sendo mantido pelos Vicentinos. Ainda em sua gestão foi construída a Capela de São José dos Agonizantes, hoje, Paróquia São José Operário, no bairro Triângulo, elevada à Paróquia em 1965. Paróquia São José Operário, neste ano, celebrando Jubileu de Ouro. Igreja marcada na história por uma fatalidade: em 1948, estando quase pronta, foi reduzida a zero por um tufão, mas o Padre Meyer conseguiu reconstruí-la em um ano.

A permanência de Padre José Meyer na paróquia foi longa (de 1943 a 1954 e de 1957 a 1959).  Por ele foram efetuadas várias reformas e melhoramentos, provendo a Igreja Matriz com belas imagens sacras, segundo a devoção da população trirriense.

Em 1955, passou por nossas terras a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, sentido Rio de Janeiro, para o Congresso Eucarístico Internacional. A recepção ocorreu no Terceiro Depósito junto ao vagão/altar. Por rodovia, a imagem peregrina da Senhora Aparecida esteve aqui por duas vezes: uma junto à Liga Católica; outra em preparação à V Conferência Episcopal Latino- Americana. Recebemos também a imagem peregrina de N. S. de Fátima, quando muitos pombinhos, livremente, acompanhavam a imagem... Aqui passaram as relíquias de Santo Antônio de Pádua e Santo Aníbal Maria. Também marcaram os nossos dias a passagem do ícone de N. S. de Guadalupe e o Cristo Negro, a pedido do Papa João Paulo II.  O ícone de Nossa Senhora e a cruz da "Jornada Mundial de Juventude" deixaram saudades.

Um marco na nossa história, foram as mulheres. Mulheres que varreram, limparam, lavaram, cozinharam, fritaram os pastéis nas festas, catequizaram, cantaram, rezaram, administraram, motivaram nossa fé, edificando e santificando a Paróquia. Também as mulheres consagradas à vida religiosa, as Irmãs da Caridade de São Vicente e as Filhas de São José, junto do Hospital.  As Irmãs de Jesus Crucificado, na Vila Isabel, as Irmãs Catequistas Franciscanas na catequese, e as Irmãs Filhas do Divino Zelo, do Rogate, no Colégio Santo Antônio e na Obra Social Madre Palmira. Bendito seja Deus por estas santas mulheres!

Missionários do Verbo Divino que aqui trabalharam: Pe. Humberto Dunkel, Pe. Mozar Pereira, Pe. Euler Alves Pereira, Pe. Antônio Böhmer, Pe. José Düster, Pe. Antônio Laux, Pe. Ustarbowski, Pe. Antônio Ribinsky, Pe. Francisco Óssege, Pe. Valentin Cejnog, Pe. João Mc Ateer, Pe. João Feighry, Pe. Benito Falquetto, Pe. Miguel Armada, Pe. Tomás Kosmack, Pe. Wieslau Kaminski, Pe. Valdir Puiati, Pe. João Moyniha, Pe. Hilário Canal, Pe. Lázaro Towahala Niron, Pe. Manoel Martins dos Santos Neto.

Padre José Meyer permaneceu na Paróquia de 1943 a 1954 e de 1957 a 1959 e infundiu uma profunda espiritualidade que se faz sentir até os dias de hoje. Já um tanto debilitado, se transferiu para a então capela, hoje, Paróquia São José Operário onde construiu a casa paroquial. Posteriormente, outros padres da Congregação do Verbo Divino, Padre Antônio Broehmer, Padre José Schuermann e Padre João Dobrowoski construíram amplo salão e uma nova casa paroquial, agora com mais dependências e mais funcional. As três comunidades da futura Paróquia São José Operário foram providas de Capelas nos bairros Pilões, Moura Brasil e Ponto Azul.

De 1954 a 1957 esteve à frente da Paróquia o Padre Francisco Foit, polonês, que se empenhou em divulgar o carisma da Congregação do Verbo Divino: "levar o Evangelho de Cristo aos povos que ainda não O conhecem." Em 1961 o Padre Meyer voltou para a Alemanha, sua terra natal, para tratamento de saúde, sempre com esperança de retornar ao Brasil, o que não aconteceu. Veio a falecer em 1967.

De 1959 a 1967 o pároco foi o Padre Francisco Gulyas (húngaro) com uma interrupção de quinze meses. Neste período foi substituído pelo Padre Paulo Angrik (alemão). Auxiliado pelo Padre José Filus (tcheco-eslovaco) e Padre Francisco Kalfhues, os quais se empenharam em construir as Capelas de Nossa Senhora de Fátima, hoje Santuário, no bairro do Monte Castelo e a de Santa Luzia na Vila Isabel, hoje Paróquia Santa Luzia. Também foi dado início à Capela de São João Batista no bairro da Caixa d' Água, que no ano de 2013, celebrou o seu Jubileu de Ouro.

No ano de 1966 assumiu a Paróquia o Padre Conrado Neidhart (austríaco) permanecendo até o ano de 1982, sendo onze anos na qualidade de pároco e o restante como auxiliar. Buscando estar em sintonia com o Concilio Vaticano II reformou a Igreja Matriz. Faleceu no Rio de Janeiro em 1992. Anos depois, seus restos mortais estiveram em exposição na Igreja Matriz. Após a Santa Missa celebrada pelo Padre Djalma, filho de Três Rios e padre provincial na ocasião, os restos mortais foram depositados no túmulo do Padre Solano, no Cemitério São José.  Assim realizando o desejo do Padre Conrado. Padre Conrado se distinguiu por uma forte espiritualidade que deixou marcas indeléveis nos fiéis. Padre Conrado conquistou dois trirrienses para viver a vocação sacerdotal: Padre Djalma e Padre Renê.

Padre Conrado e Padre Solano Brackmann também recebem homenagem do povo trirriense com seus nomes em nossas ruas.

Em 1982 a Paróquia esteve sob a orientação do Padre Francisco Batongbacal, que permaneceu até 1985. Motivou as Ceb's - Comunidades Ecleciais de Base, quando nasciam as Comunidades de Santa Teresinha, Cristo Rei, Santa Edwirges, São Francisco de Assis, Nossa Senhora da Penha e Nossa Senhora Aparecida. Deu grande impulso à construção da Capela do Sagrado Coração de Jesus, hoje Santuário. Além da sua acessibilidade aos fiéis, padre Francisco teve o mérito de permutar um terreno menor por um terreno maior, onde hoje se encontra o Centro Pastoral.

Em 1985 veio o padre Manoel Custódio Pedrosa (brasileiro) que dirigiu a Paróquia por dez anos. Durante esse tempo, conseguiu prover as comunidades na unidade, comunicação e comunhão. Com assembleias paroquiais, o jornal mensal "O Informativo" e também com capelas e salões para catequese.  Nasciam as Comunidades Eclesiais de Base São Judas Tadeu, Nossa Senhora Rainha da Paz, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora do Rosário. Com o aumento dos fiéis, a Igreja Matriz, com capacidade para quinhentas pessoas, já não comportava mais tanta gente...

Em 1996, Padre Manoel, já Padre Provincial, foi substituído pelo Padre Abílio Pereira Pinto (brasileiro). Padre Abílio, com seu gosto por boas e edificantes pregações, proveu junto à Liga Católica a construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição e, com Irmão Geraldo, que muito amamos, a construção do Santuário São Judas Tadeu, a edificação da Capela Nossa do Rosário e melhoria em outras. Nasciam as Comunidades Nossa Senhora de Guadalupe e Santa Rosa de Lima. Muito zeloso com a catequese e com uma pastoral educativa e formativa, sua mais importante obra foi o Centro de Evangelização e Pastoral Santo Arnaldo Janssen, localizado na Avenida Quinze de Novembro.

Relembramos ainda que o Padre Manoel Pedrosa foi substituído pelo Padre Abílio que, corajosamente, construiu o Centro de Evangelização e Pastoral Santo Arnaldo Janssen, que vem sendo de grande utilidade para a evangelização. Santas Missas, encontros, reuniões, formações, almoços beneficentes e confraternização,  enfim muitas pastorais e ministérios servem-se do Centro de Evangelização durante todo o ano.

No ano de 2007 nasciam as Comunidades Nossa Senhora da Rosa Mística e Santa Bárbara.  A Paróquia foi assumida pelo Padre Anselmo Ricardo Ribeiro (brasileiro), atual Padre Provincial da Congregação. Dois anos depois foi substituído pelo Padre Julipros Ibarra Dolotallas (filipino) que, após um ano foi substituído pelo Padre Leszek Kulas (polonês) que permanece como pároco desde 2010. Padre Julipros deixou para nós um grande presente: a restauração do afresco do nosso altar-mor. Resgatou também a vocação do serviço do altar, com as crianças e adolescentes como coroinhas.

Além dos padres já mencionados tivemos em nossa Paróquia a graça e colaboração preciosa de vários outros padres. Aqui nossos agradecimentos aos padres: Monsenhor Natanael Veras de Alcântara, Pe. Evaristo, Pe. Elmiro Tadeu Müler, do Clero Diocesano. Passaram aqui, em missão, os padres: Pe. Humberto Van Aaken, Pe. Carlos Lankeshofer, Pe. João Dobrowolski e Pe. Adalberto Breuers.  Deus, Nosso Senhor, recompense a todos e a cada um com sua infinita misericórdia.

Então, de 1925 a 2015, noventa anos de Paróquia, rumo ao nosso Centenário! Tendo Francisco como Papa e Nelson Francelino como bispo diocesano celebramos agradecendo a Dom Elias, nosso bispo emérito e aos primeiros bispos Dom André Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Dom Renato de Pontes, Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena, Dom José Costa Campos e Dom Amaury Castanho; estes já recebendo as recompensas pascais.

Agradecemos a Deus e registramos a missão do Padre Tiago Toledo (diocesano), Pe. Emanuel (verbita) em 2014. Aqui o nosso louvor e aplausos aos Padre Sean Moynihan (Padre João) e Padre Roshan D'Souza, ambos da SVD, que nos revelam o rosto divino do homem e o rosto humano de Deus.

Agradecemos a quem muito nos ajudou a escrever estes textos com a nossa história, e que faz parte dela com simplicidade, singeleza e humanidade, gerando em nós a certeza da bênção, na devoção a Nossa Senhora do Carmo e nas encomendações nos funerais, exultando na Cruz de Nosso Senhor, elevando um Cruzeiro luminoso junto ao Santuário São Judas Tadeu, o nosso amado, respeitado e santo homem - Irmão Geraldo Salgado.

Renovando em obras nossas igrejas, restaura nossa fé o atual pároco o Padre Leszek Kulas. Apresenta-nos a Misericórdia do Senhor, o carinho da Mãe de Deus, nos faz olhar para os Santos através do Evangelho. No mirante, o Anjo da Guarda; e temos a segunda semana santa, a semana do Cerco de Jericó. Vem nascendo a Comunidade São João Paulo II, seu conterrâneo.

Então, éramos Paróquia São Pedro e São Paulo - Paraíba do Sul. Geramos as Paróquias São José Operário e Santa Luzia. Hoje, enraizados no Cristo Senhor, o Seu Evangelho corre em nossas veias. No amor na unidade somos: Liga Católica, Vicentinos, Legião de Maria, Apostolado da Oração, Obras Santa Filomena, Ministros do Batismo e da Comunhão, Pastoral do Batismo, Pastoral de Noivos, Pastoral Familiar, Catequese, Renovação Carismática, Movimento de Cursilho, Círculo Bíblico, CITEP, Terço dos Homens, Pastoral da Criança, Pastoral da Saúde, Pastoral da Sobriedade, Pastoral Vocacional, Pastoral da Juventude (muitos outros), Pastoral da Comunicação, Pastoral do Dízimo, Coroinhas,  Oficina de Oração...

Bem, vivendo na fé e na espera do Maranathá, "Vem, Senhor Jesus!"